Depressão é a segunda principal causa de mortes entre jovens de 15 a 29 anos 18 abr 2017

A depressão afeta pessoas de todas as idades e estilos de vida, causa angústia, indiferença, desânimo e interfere na capacidade de realizar tarefas simples do dia a dia, até mesmo descuido com a higiene pessoal. Perder o interesse por atividades que antes eram prazerosas é outro sintoma importante da doença.
A pessoa que tem depressão enxerga o mundo e a si mesma de forma negativa e infeliz. Mesmo se acontece algo de bom em sua vida, ela vai dar mais atenção ao aspecto ruim do evento. Com isso, o paciente tende a se sentir incapaz e sua autoestima diminui. É comum que apresentem problemas como acordar no meio da noite e ter dificuldade para voltar a dormir ou sonolência excessiva durante a noite ou o dia.

O tratamento mais indicado atualmente para a depressão é uma combinação de medicamentos antidepressivos e psicoterapia, realizada por psicólogos e psiquiatras.
O surgimento de pensamentos negativos, a tristeza e a falta de esperança podem, inclusive, retardar o tratamento. Nesse sentido, a família pode incentivar a pessoa, acompanhá-la nas consultas e conscientizá-la de que os resultados podem demorar algum tempo, mas que serão positivos.
A Organização Mundial da Saúde (OMS) alerta que a depressão pode levar ao suicídio. A doença é a segunda principal causa de morte entre jovens de 15 a 29 anos.
Segundo a OMS, a estimativa é que, atualmente, mais de 300 milhões de pessoas sofram com a doença em todo o mundo. O órgão alertou ainda que a depressão figura como a principal causa de incapacidade laboral no planeta.
No Brasil, aproximadamente 5,8% da população sofre de depressão – um total de 11,5 milhões de casos. O índice é o maior na América Latina e o segundo maior nas Américas, atrás apenas dos Estados Unidos, que registram 5,9% da população com o transtorno e um total de 17,4 milhões de casos.
A organização Mundial da Saúde alerta que, apesar da existência de tratamentos efetivos para a depressão, menos da metade das pessoas afetadas no mundo – e, em alguns países, menos de 10% dos casos – recebe ajuda médica. As barreiras incluem falta de recursos, falta de profissionais capacitados e o estigma social associado a transtornos mentais, além de falhas no diagnóstico.