Catapora: Tudo que você precisa saber sobre a doença da primavera 22 set 2017

Começa hoje a primavera, o clima de calor ameno e suas flores marcam a estação. É neste período que há um aumento na quantidade de casos de catapora. A catapora, conhecida também como varicela, é uma doença infecciosa provocada pelo vírus Varicela Zoster (VVZ) de fácil contágio.
Ela é caraterizada por lesões de diferentes aspectos deixados na pele, como manchas avermelhadas e bolhas com duração aproximada de 10 dias. Sua transmissão acontece por vias respiratórias ou pelo contato direto com as lesões. Os casos mais comuns são diagnosticados em crianças, mas se engana quem acredita que os adultos não correm risco de contrair a doença. Quem nunca teve catapora está suscetível à contaminação ao menos uma vez na vida.
Sintomas
Os primeiros sinais da catapora são tosse, coriza e febre, como sintomas de um resfriado. Posteriormente, começam a aparecer pequenas manchas em várias partes do corpo (costas, peito, abdômen) que evoluem para bolhas e depois estouram. Após esse período não há mais risco de contaminação. Geralmente, tem duração de sete e dez dias.
As principais complicações são as lesões da pele, comprometimento do sistema nervoso e das vias respiratórias. Normalmente, surgem cerca de 200 a 500 bolhas na pele. Ao coçar as feridas, o doente pode ficar vulnerável e evoluir o quadro para graves infecções.
Prevenção
A catapora faz parte do grupo de doenças imunopreveníveis. A vacina está disponível na rede pública, em dose única, para crianças que tenham de um a cinco anos de idade. Ela é administrada junto à vacina Triviral, que previne contra o sarampo, caxumba e a rubéola. Segundo Felipe Brum, pediatra do Hospital Bom Jesus, os pais que desejam aumentar a prevenção devem reforçar com uma segunda dose. “Preferencialmente vacinar aos 12 meses de idade na rede privada e receber reforço aos 15 meses no SUS. O esquema de duas doses aumenta a eficácia de prevenção de 70% para 90%. Existem complicações da catapora como encefalite e pneumonia, portanto todas as crianças devem ser vacinadas”, ressalta.
Tratamento
O tratamento deve ser orientado e prescrito por um médico. São utilizados medicamentos específicos para aliviar dor de cabeça e coceira, além de diminuir a febre. Cuidados com a higiene também são importantes. Para amenizar a coceira, o ideal é fazer compressas de água fria. O especialista alerta para o uso de automedicação: “evite automedicar seus filhos. O Uso de AAS no curso de uma catapora pode complicar com insuficiência hepática fulminante. Procure atendimento médico quando necessário”, afirma Felipe Brum.
Mitos e verdades
– Somente crianças podem contrair a doença: MITO. Geralmente a catapora é mais comum em crianças, mas qualquer pessoa está suscetível à contaminação ao longo da vida.
– Quem já contraiu a doença pode ser contaminado novamente: VERDADE. Na maioria dos casos, quem foi contaminado pelo vírus fica imune. Porém, há casos raros de pessoas de que já tiveram a doença e não ficaram imunes, especialmente indivíduos imunocomprometidos que possuem baixa resistência contra infecções.
– Adultos não podem tomar vacina: MITO. A vacina está disponível para adultos que sejam suscetíveis a doença e não tenham contraindicações.
– A contaminação é feita pelo ar: VERDADE. A catapora pode ser transmitida pelo ar e também pelo contato com as lesões na pele.
– As marcas de catapora na pele são permanentes: MITO. Normalmente as lesões são curadas totalmente. Apenas algumas pequenas cicatrizes podem permanecer.
– Crianças com catapora podem adquirir pneumonia: VERDADE. Uma das principais complicações da catapora, em casos que não são tratados adequadamente ou graves, é a pneumonia e infecções na pele e ouvido. Além da encefalite.
– Se a gestante já foi contaminada pelo vírus não precisa imunizar o bebê: MITO. A mãe não transmite a imunidade para a criança após os quatro meses de vida.
– Gestantes não podem ser vacinadas: VERDADE, a vacina contra a catapora é contraindicada durante a gravidez.